Ayoreos

Guaraní;

Peteĩ karai tribu Ayoreo hara, oho yvyra’aty el “Chaco”, ha’e pe lugar i’seco ve Paraguay.
Avã ñepu’ã kyhyje chupe ha avá oñe’ã iñógape, rupi jeko ha’i hendu ha’e.
Oī Mombe’upy ko tribu-pe ha’ekuéra oúkava’ekue avano’õre, hákatu ha’ekuéra Ndoikuaái ojapo gueteri upéva.
Peteī aravo oīva’ekue oguata jave, ohecha peteĩ mitãkuña ñemiháme
– Mbaeiko nde ejapo ko’ápe, mitakuña’i?
– Ndaikuaái moõpa aĩ 
ombohovái pe mitãkuña okyhyjéva.
– eju, che roguerahata nde rógape
ha’e okyhyje, ha oho hendive.
Ogueraha chupe ikabina-pe, omyendy tata ha ojerure chupe oguapy haguã mesa ári, omoĩ aja siete mandi’o ra’ỹi, peteĩ lápiz ha kuatia mesa ári.
ha’e omaña hína kuri mandi’o rykuére ha ohai pya’eterei iñe’ẽme “Ayoreo” ha’e Zamuco lingüística familia-pe.
– Che aikuaáma moõpa oĩ nde róga, eju.
ogueraha aja chupe hógape, oikuaauka olee hague peteĩ mbaʼe oipytyvõtava chupe ani hag‌ua okañyve, Aikuaa haimete ára ha ára oikoha nderehe péva, Tekotevẽ po’adverti peteĩ mba’e amoñe’ẽvare…
Ajerure ndéve anivéma repeina nde akãrague tupape, resẽ mboyve ógagui, péva ningo reperde hína nde rape nde rógape, ejapo reñembo’y ha kyre’ỹme nde akãrague imarangatu, mitãkuña.
oporandu’ỹre, opukavy ha ombohovái:
– Koʼág‌a guive ajapóta upéva, ha katu aagradese akañy haguére ko’ápe, che roikuaa haguére ha ahupyty ne pytyvõ. Che aimo’ã mboyve nde ipeligrosoha nde ha’égui tribu ayoreo-gua, Koʼág‌a aikuaa peguerekoha peteĩ rregálo espesiál, ha upéva omondýi tapichakuérape.
opukavy ha he’i:
– tapichakuéra okyhyje opa mba’e ndoikuaáiva, ha katu oikuaáramo jepe hikuái upéva, ndoipotái oheka pe añetegua, pórke jahekávo pe añetegua, okyhyjeve hikuái…

                              Tradução:

Um homem indígena da tribo Ayoreo, caminhava sem rumo pelo bosque El Chaco, muito conhecido por ser o lugar mais seco do Paraguay.
Em cada lugar que ele passava as pessoas se escondiam em suas casas quando o viam, por causa dos rumores que contavam sobre a tribo dos Ayoreos.
Haviam histórias que nessa tribo se praticavam  o canibalismo, mas não foi confirmado se ainda o praticam nos dias de hoje.
Certa vez quando esse indígena estava em sua caminhada, ele avistou um grupo de outra tribo vindo em sua direção, assustado por não conhecer-los correu em um matagal para se esconder, e se deparou com uma jovem escondia ali também.
– O que você está fazendo aqui menina?
Perguntou o indígena
– Eu me perdi
Respondeu a menina assustada
– Venha comigo, irei te levar para sua casa.
Ela ficou com medo, mas logo em seguida o seguiu, porque não sabia ir para casa sozinha.
Ele a levou para sua cabana, acendeu uma fogueira e pediu para ela se sentar na mesa, enquanto ele colocava sete palhas de milho, lápis e papel ao seu lado.
Ele começou a olhar para a palha do milho e escrever com muita pressa em seu idioma “Ayoreo” que faz parte da família linguística zamuco.
– Eu já sei onde está sua casa, eu irei te levar, venha.
Enquanto ele a levava para casa, ele revelou ter lido algo que iria ajudar ela para não se perder mais.
– Eu sei que isso acontece com você quase todos os dias, eu preciso te alertar sobre algo que eu li… Peço a você para não pentear mais seu cabelo na cama antes de sair de casa, isso está fazendo você se perder no caminho, faça de pé e com ânimo, pois seu cabelo é sagrado menina.
Sem questionar, ela sorriu e respondeu:
– Assim eu farei a partir de agora, mas agradeço por ter me perdido, assim eu pude ter te conhecido e recebido sua ajuda. Antes eu pensava que você era mal por ser da tribo Ayoreo, agora eu sei que vocês tem um dom especial e isso assusta as pessoas.
Ele sorriu e disse:
– As pessoas temem tudo aquilo que elas não conhecem, mas mesmo sabendo disso, preferem não buscar a verdade, porque quando descobrem a verdade, se assustam ainda mais…

A dança da cura


Em uma sala pequena e apertada, habitava-se um espectro de sentimentos:
De um lado via-se a depressão dançando alegremente e a ansiedade em um ritmo lento
Do outro lado podia-se ver a bipolaridade com uma expressão facial que não sumia, um sorriso longo e alegre.
No centro da sala víamos o autismo sendo o rei da festa, interagindo com todos enquanto dançavam e cantavam.
Aquele dança não era para loucos como diziam por aí… Era uma dança para almas curadas, porque eles somente precisavam curar a mente, enquanto os que se diziam “bons da cabeça” precisavam curar a alma.

A árvore da vida


Havia uma garota muito diferente das outras, ela tinha pensamentos e sonhos que ninguém entendia,mas ela também não entendia porque era assim.

Cansada de ser assim ela foi procurar uma saída daquilo, ela foi na mata mais longe da cidade e ela viu alguém muito estranho vindo em sua direção, era um homem muito alto vestido com uma longa capa preta e seu rosto era muito angelical, ele parecia um anjo, mas da escuridão.

Ele era a morte e, disse a ela:
-Ali perto de um rio tem uma árvore com folhas rosas e várias maçãs verdes, escolha uma e coma,cada maçã tinha um poder de cura; a maior era para curar a solidão, a mais bonita era para curar a ansiedade, a mais verde era para curar a tristeza, a mais difícil era para curar a depressão. E havia uma maçã vermelha que estava escondida mais pra cima das outras, essa era para curar todas as suas dores.

Ela procurava a maçã mais bonita e pegou uma verde mas não comeu, olhou para a morte e disse:
-Eu quero ir com você… Leve-me onde não há dor e só paz e alegria eterna, eu te imploro.

A Morte sorriu, agarrou a mão dela e
disse:
-Você já está nesse lugar… Não desista e coma a maçã desta árvore, mesmo que você coma apenas uma maçã que irá resolver apenas uma de suas dores, ela te devolverá a vida e você sentirá que só há vida quando há esses sentimentos…

Doutor Coelho



Havia uma floresta secreta com poucos habitantes onde apenas animais especiais viviam nela  Nela morava um coelho branco que estava sempre vestido com um mamacão azul marinho e sua  casa era um sapato gigante, muito bonita.

O Doutor Coelho estava atendendo a Abelha Rainha que estava triste por causa de seu mel que havia sido roubado, enquanto ele atendia a abelha estava passando na frente da janela do Senhor Urso que dizia:
-Vejam isso, um doido tentando ajudar outro doido!

O Doutor Coelho não se aborreceu com o comentário do Senhor Urso pois sabia que em algum dia ele iria precisar do Doutor Coelho.

De tarde o Doutor Coelho estava indo descansar, pegou seus dois travesseiros feitos de chocolate para se deitar quando encostou a cabeça em seus travesseiros ele ouviu uns gritos, então se levantou para ver o que estava acontecendo, saiu de seu sapato gigante e se deparou que nenhum de seus vizinhos estavam ali.

Preocupado ele foi em busca de todos eles, enquanto caminhava na floresta encontrou um elefante magnífico que tinha asas de borboleta.

-Minha nossa, que criatura é você?
Perguntou o Doutor Coelho.
-Sou o Lefalante, muito prazer meu caro Doutor Coelho. Eu ouvi dizer de seu trabalho e o admiro muito.

Enquanto o Doutor agradecia aos elogios, eles escutaram uns gritos  muito alto, o Lefalante se desesperou e disse: 
-Odeio barulhos, por favor faça esses gritos pararem.

Doutor Coelho disse:
-Irei ver quem está gritando tanto, me espere em minha casa.
Ele foi ver quem estava fazendo tanto barulho, quanto mais se aproximava do reino de colméia da Abelha Rainha, mais gritos ouvia.

-O que houve aqui? Por que tantos gritos?
Perguntou o Doutor Coelho à Abelha Rainha.

-Porque já sei quem anda roubando meu mel, gritou a abelha

-Então me diga quem foi! Disse o coelho.
– Foi o Senhor Urso
-Por que você fez isso Senhor Urso?

Perguntou o Doutor Coelho ao Senhor Urso.
-Porque o mel dela é uma delícia e eu não posso controlar minha vontade de comer. 

 E neste instante o Doutor Coelho percebeu que o Senhor Urso tinha um problema, um grande problema.

O Senhor Urso foi diagnosticado com uma grande gula por mel, o Doutor Coelho ajudou o Senhor Urso controlar sua gula, depois disso o Senhor Urso percebeu que o trabalho do Doutor Coelho não era brincadeira era algo sério e que ajudava a todos que precisavam. 

O Doutor Coelho ficou feliz e disse: 
– Fico feliz com isso e lembre-se sempre:
-Não há nenhum animal que não precise de um Doutor Coelho pelo menos uma vez em sua vida.

O pente caído

No alto de um castelo havia uma jovem chamada Solar que morava sozinha e isolada da socidade, ela passava todo o seu tempo se olhando no espelho enquanto pentava seus cabelos por horas.

Sua penteadeira era estilo vintage, da cor rosa e com pétalas de flores ao redor do espelho, um charme total que ela amava observar e admirar.

Mas ela tinha um carinho maior ainda pelo seu conjunto de pente de espelho feito de ouro, que havia sido passado de geração em geração pelas mulheres de sua família.

Em uma noite ela ouviu uma voz de um homem chamando-a pela janela, ela foi ver e o recebeu dentro do castelo, ele a convidou para uma festa que ele estava preparando em um lugar bem distante de seu castelo.

Ela ficou receosa mas acabou aceitando para não parecer rude. Com o coração cheio de dúvidas, ela sentou-se em sua penteadeira e começou a perguntar a si mesma:

-Diga-me meu pente querido, será que devo ir? Será que este homem tem uma boa índole? Será que não serei mal vista ao não aparecer por lá?

Solar temia confiar novamente em alguém, e ser enganada por ter tido uma fama de ingênua no passado, ela aprendeu a não confiar em si mesma para não correr mais perigos como já havia acontecido antes.

Ao virar-se em direção a porta ela escuta um barulho de vidro quebrando, quando olha para trás, vê seu espelho quebrado e com o pente caído em cima dos cacos de vidros.

Aproximou-se lentamente e viu que os cacos de vidros estavam em formatos de lágrimas, naquele instante ela entendeu que aquilo foi um aviso como resposta, o periogo estava próximo dela novamente.

Solar decidiu não ir a festa, pegou o telefone e ligou para o homem que tinha a convidado, quando ela diz que não irá mais, ela percebe que a voz dele estava alterada e parecia ouvir gritos ao fundo, assustada ela desliga e reforça a segurança de seu castelo naquele mesmo instante.

Depois de um tempo naquela mesma noite, ela recebe uma notícia; aquele homem que a tinha convidado para uma festa tinha sido preso por prender meninas inocentes em seu castelo.

Solar ficou aliviada, apesar de não poder confiar em seus instintos por conta de sua ingenuidade, ela descobriu que poderia confiar na proteção divina e, desde então ela nunca mais se sentiu vulnerável a maldade alheia.

Heróis também têm o joelho ralado

Havia um Super-herói chamado Junior, ele estava caminhando nos trilhos da estação de trem mais bonita da cidade, e no mesmo instante estava vindo em sua direção um trem, que parecia estar sem freio em alta velocidade com muitos passageiros dentro.
Sem pensar duas vezes o herói foi correndo o mais rápido que pôdia e com sua super força ele segurou o trem até ele parar, todos que estavam dentro do trem o aplaudiram. O herói Junior foi super contente na escola depois desse ocorrido, tentou contar para seus colegas o que havia feito mas ninguém acreditava na história dele, então ele ficou sozinho e isolado no recreio da escola. A professora foi até ele perguntar o porquê de ele estar só.
Professora:
-O que houve Junior?
Junior:

-Não consigo fazer amigos mesmo sendo um herói que salva muitas pessoas todos os dias.
Professora:

-Talvez seja porque são duas coisas bem diferentes, você tem um dom e uma grande habilidade para ser um herói, isso é algo que todos gostariam de ter. Mas ainda falta aprender a fazer amigos, isso é algo que todas as pessoas comuns conseguem.
E isso não diminui o seu valor como herói, apenas mostra que cada um de nós nascemos com um dom especial e, o resto podemos ir aprendendo aos poucos…
E desde então, aquele menino herói que sentava sozinho no recreio, entendeu que heróis também têm muito o que aprender e podem ralar o joelho jogando bola como todos.

Suspiros Automáticos

No planeta terra existem milhões de androides vivendo entre humanos, mas o mundo
ainda não está preparado para saber da existência deles e como eles funcionam. E entre
esses milhões de androides existe uma androide chamada Mía, (Máquina de inteligência
artificial) ela é especialista em imitar o comportamento humano por isso ninguém
desconfia que ela é androide, ela vive uma realidade própria e se acostumou estar
sozinha porque é muito difícil para ela se conectar com as pessoas. Um dia ela resolveu
revelar o seu segredo para a humanidade mas, ela acabou contando para as pessoas
erradas e essa informação chegou no ouvido da “Elite” um grupo de pessoas que
controla o mundo, então eles conseguiram levar todos os androides para um laboratório
e estudaram a tecnologia deles e descobriram que eles tinham uma tecnologia avançada,
então decidiram usar essa tecnologia deles à força. Mía se sentiu tão culpada e
revoltada, ela precisava fazer alguma coisa, Mía propôs um acordo com a Elite ela
decidiu aceitar ser a cobaia deles para usarem a sua tecnologia em troca da liberdade de
todos os outros andróides e, que ela pudesse usar o laboratório deles para fazer uma
experiência juntando o DNA humano com fios elétricos de androides para transformar
as máquinas em metade humana, como os híbridos e assim ela fez. Ela realizou o sonho
de todos os androides, que é viver o mundo real, sentir emoções sem choques elétricos,
se comunicar sem estar conectados com a internet, provar que eles são reais, apagar a
máquina, desligar o sistema, ligar a sua essência, se conectar com o seu ser e ser abraçados pela sua humanidade.